Olá leitores! Bem… Nem sei se devia ser eu a postar novamente, pois parece que não tive muita fama! Ninguém dá feedback, parece que estou envolvida num monólogo. Ai ai…
Pois bem, como podem ver pelo título do post de hoje, tivemos mais paragens, mas, infelizmente, foram pouco fotografadas, isto porque a Sacre Coeur e o Museu de Orsay não permitiam fotografias e a segurança até era apertada, e não entramos no Moulin Rouge. Hoje vão ter de se contentar com as minhas breves descrições, pois o cansaço já esta acumulado.
Iniciamos logo a nossa viagem turística da melhor maneira: o senhor Tiago engripou-se e não parou de espirrar. É engraçado, pois ele estava sempre: “Sandra agasalha-te! Ainda ficas doente!” ou então: “não tens frio só com essa roupinha! Depois ficas doente!” e no final das contas bem se viu quem é o desleixado (né rapaz? Mas gosto de ti)
Aparte desse pormenor, a linda Sacre Coeur tem degraus penosos para aceder até ela… Foi como exercício pela manhã.
A catedral é linda por dentro: ambiente bastante escuro, apenas iluminado por enormes vitrais e candelabros que iam preenchendo as paredes, juntamente com a sua grande dimensão interior (devido à cúpula e ao enorme pé direito), transmitiam um poder de monumentalidade quase inquestionável por parte de ser minúsculo espectador. Ainda consegui tirar uma maqueta à foto da catedral.
Depois veio o ponto alto: subimos até à cúpula. Ora bem, isto foi uma subida de trezentos degraus, sempre em escada tipo caracol com 294 degraus (nada enjoativo nem cansativo! Os degraus, contou o Tiago) para vermos Paris em “panorâmica”. Podemos ver o Arco do Triunfo, o Louvre, a Torre Eiffel e até Notre Dame de lá (são quase como pequenos elementos que se destacam da volumetria geral da cidade).
Depois fomos passear ao nono arruamento: “Boulevard de Clichy”, que quer quase dizer como a rua do sexo! É a rua onde se encontra o Moulin Rouge, mais imensas sex-shop, cinemas XXX e bares de danças e mais etc. Ainda entramos num “centro comercial do sexo”, e estivemos a observar.
No Moulin Rouge, não se entrou… Ficou-se pela porta e já foi bom, ainda tirei uma foto a uma foto do interior.
Depois do almoço fomos a caminho do Museu de Orsay.
O Tiago chateou-se comigo, pois demorei duas horas para ver um museu que era muito menor do que o Louvre. Mas aquele museu foi algo de diferente. O museu do Louvre tem muitas peças da história egípcia, clássica e oriental, escultura e alguma pintura, mas o museu de Orsay é o rei em termos de pintura: havia Monet, Manet, Cezanne, Delacroix, Sisley, Toulousse Lautrec e VAN GOGH! (o senhor do quadro em baixo,que foi sacado da net, pois nao nos deixaram tirar fotos la dentro).
Foi espetacular… Saí de lá completamente apaixonada por Toulousse Lautrec e por Van Gogh. Não é que já não conhecesse algumas obras e a história das suas artes, mas ver as expressões ao vivo é completamente diferente dos livros, nestes casos: Toulousse Lautrec tem uma expressão suave mas que marca todas as intenções de forma óbvia e directa, sendo algo perfeito a meu ver, e Van Gogh… Nunca pensei que um quadro podia ter tanto poder: pareciam ter luz própria. Brilhavam e destacavam-se das restantes de um modo incomparável: o uso das pinceladas já conhecidas, mais a cor forte, mas não garrida, deu um final que me apaixonou. Acho que só mesmo vendo se pode entender, pois nunca tinha entendido até ver. Aparte desta paixão, vi pela primeira vez um Monet, que foi o meu, digamos, primeiro artista preferido (já lá vão uns anos também), que também é magnífico ao vivo, mas não destoa muito das imagens dos livros, apenas a textura não é captada; havia uma maqueta maciça de um corte da Ópera Garnier (onde fomos ontem), mais uma maqueta do arruamento onde esta pertence, no chão, onde passávamos sobre um pavimento de vidro. No final, lá consegui mostrar ao Tiago algo que ele queria ver há algum tempo: uma vagina. Isto porque ele achava injusto haverem inumeros penis e seios, mas zero vaginas. Pois bem, ele viu uma e já ficou concretizado, não pela vagina em si, mas pelo ideal.
Depois das duas longas horas, fomos até a Catedral de Notre Dame.
Uso as palavras que usei para a Sacre Coeur, apesar de serem diferentes, obviamente. Esta tinha mais vitrais e ainda parecia mais escura. Tinha galerias no piso superior, e três rosáceas enormes (uma na fachada principal e uma em cada extremidade do transepto)!
Na Galeria superior, junto à rosácea de entrada estava o enorme órgão, mas esqueci-me de tirar foto. Mas o seu grande interesse foi o altar e os altos-relevos que o circundam, que explicam a morte de Cristo (tal como em todas as igrejas católicas).
No exterior, mesmo em frente à catedral, encontra-se o centro geográfico de Paris.
Por hoje fica tudo. Estou exausta, mais o Tiago. Amanhã queremos conseguir ver a Torre Eiffel, Arco do Triunfo, o Panteão, o Museu Picasso e o Museu Rodin, por isso, desejem-nos sorte.

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