Bem… Hoje o dia foi um daqueles puxadotes...
Começamos logo a manhã pelo Arco do Triunfo: é enorme, faz um quarteirão em forma de rotunda.
Está repleto de estátuas e altos-relevos, mas não consegui entender bem o sentido deles (também estava um frio que não deixava muito à contemplação), mas deve ser algo sobre aclamação da cidade de Paris (pois este era um antigo portal de entrada).
Depois a parte que já fazia falta: 284 degraus para subir. Os primeiros 200 ainda se fizeram bem, o final é que já custou.
Lá em cima dava para ver a panorâmica da cidade, com direito a um mapa identificador de todos os edifícios relevantes de Paris.
Lá em cima, dentro do arco, havia uma coisa curiosa: um ecrã que emitia as pessoas que passavam por baixo do mesmo, em tempo real. E então que decidimos fazer? Um de nós desceu (o Tiago) e o outro ficou para tirar foto ao ecrã (eu, Sandra), e ficamos felizes.
"Esta senhora que esta a passar ao meu lado quase me agrediu por estar com as asas abertas :p"(Tiago)
Depois da subida de 284 degraus fomos para a Torre Eiffel.
Ora bem, a fila para o elevador tinha um tempo de espera, em média, de 2 horas, enquanto a das escadas de 30min. Tendo em conta que fomos para a menor e ficamos lá bem mais do que 1 hora, nem quero imaginar a outra. Apesar de a torre ser algo monumental e bom de apreciar, juntamente com a vista dos andares que é entusiasmante, pelos detalhes urbanos que se consegue visionar (cruzamentos de ruas, etc) e pela imensidão de território, subir as escadas com vento e chuva não foi uma tarefa nada agradável.
Subimos até ao último andar (onde o acesso do segundo patamar até ao topo era feito de elevador)
Lá havia um painel que circundava a sala e que apontava exactamente a direcção entre a torre e a cidade que lá estava a assinalada, juntamente com o país e a distância entre os mesmos. Claro que a grande Lisboa também lá estava, o único problema é que não se conseguia ver com precisão a direcção, porque debaixo havia um painel que tapava a vista (treta).
Depois de duas horas e meia, finalmente fomos almoçar, e foi onde provei o meu primeiro Kebab.
Depois do almoço fomos ao Panteão.
Era bem maior do que o que eu esperava, com grandes pinturas nas paredes, túmulos e esculturas de adoração à Pátria. Edifício muito simples, apenas com colunas e frontões nada exagerados, grandes pés direitos e uma enorme cúpula.
Mas o mais interessante não esperava mesmo ver: um pêndulo no centro do Panteão, que marca as horas pela rotação da terra.
"O pëndulo tem um peso bastante pesado e um fio de aço muito fino, portanto o atrito do ar é desprezàvel, a unica coisa que faz é abrandar o pêndulo muito lentamente. Ora a Terra roda, logo o Panteão roda também, mas o pêndulo não pois apesar do movimento da Terra não existem forças a rodar o pêndulo (não ha vento, por exemplo). Então sabendo a velocidade de rotação da Terra da para fazer um relogio não muito preciso mas com precisão na ordem das dezenas de minutos". (Tiago)
Atenção que o relogio da maquina esta com a hora de Portugal, logo tem uma hora a menos.
Fomos também ver a cripta, onde estão enterrados os “grandes Franceses”, mas apensas memorizei o Rosseau (o filósofo) e o Braille (inventor da escrita para invisuais)
Depois, a caminho do museu Rodin, ainda tive a oportunidade de ver a Sorbonne, uma grande universidade francesa, e tirar uma foto à fachada
No museu Rodin, como é óbvio, vimos as esculturas deles e de alguns outros que penso serem seus admiradores. O museu era muito agradável, pois não limitaram a exposição ao interior, estavam expostas peças pelo jardim que circundava o edifico de exposição.
Estava também exposto um quadro de Van Gogh, no interior, ao qual hoje pude tirar foto, mas parece ainda muito preliminar às grandes obras dele e, apesar de se sentir algo não cor, não se compara aos que estavam em Orsay.
Depois vimos o nosso grande “Pensador”, a verdadeira razão que me fez ir lá. É uma peça bruta, mas majestosa, e por estar no jardim deu-lhe um carácter mais puro e subtil.
Depois de expulsos do museu Rodin, porque já eram 17:30, fomos a caminho dos Invalidos com esperanças que ainda não estivesse fechado. E pois bem, apenas o museu da guerra estava (não houve grande pena), mas o túmulo do Napoleão ainda não tinha fechado portas.
A catedral é enorme, nunca imaginei. Tem uma sala imensa, e depois da entrada, do lado direito, encontrava-se o túmulo do Napoleão III. Gigantesco, estava maravilhada!
Até que chega o Tiago ao pé de mim e diz: “se achas que esse é grande vem cá ver o que está ali no meio” (nada de sexualidade por favor) e meu Deus! Havia um buraco imenso no meio da catedral e via-se, no piso inferior, um túmulo gigantesco! Era o de Napoleão I.
Era bastante simples até, todo em pedra, com doze estátuas femininas a circundar, a segurar uma arma em uma mão e a coroa de azevinho na outra, com o pé direito avançado, em posição de defesa ao túmulo.
Depois, ao lado, estava o de Napoleão II. Muito tímido, apenas uma estátua do mesmo com o caixão enterrado no chão.
E ficou por ai a nossa visita cultural. Amanhã será o último dia de passeio a nossa conta, pois depois é Domingo de Páscoa e vamos ficar em família, e depois vamos ser acompanhados pelo pessoal cá de casa, que nós vão também mostrar outras partes de Paris. Por isso fiquem “loggados” para os próximos dias.