terça-feira, 20 de abril de 2010

Tesourinho

Boas, pessoal.

Nós temos andado um bocadinho preguiçosos aqui com o blog mas ele ainda está vivo, não morreu com Paris. Não se preocupem que iremos actualizar o blog com tudo o que fizermos juntos, só que quando viemos de Paris a única coisa que fizemos juntos foi... lavar carros. Pois, e isso nem documentado foi, mas não se preocupem que estou prestes a comprar um telemóvel todo xpto e hei-de tirar bastante fotos à gente, isto se a Sandra deixar :P

O que mais pena tenho da nossa relação é da quantidade de fotos que temos juntos. São muito poucas pois nem um nem outro é amante da arte de fotografar, mas um dia queria mostrar aos nossos netos os óculos à Harry Potter que eu usava (e ainda tenho mas agora na rua é só lentes porque eu sou um gajo moderno :P) e o cabelo até a meio das costas que tinha a Sandra.
Por entre as muito poucas fotos que temos consegui encontrar esta aqui em cima, após meio minuto de procura árdua, tirada nos anos de alguém, no chinês do centro comercial da Bobadela, em 2003. Nesta foto, tendo em conta que devia ser Verão, pela minha roupa, devíamos ter por volta de 3 meses de namoro. É das mais antigas que temos. O que eu acho piada é que a pasta onde estava a foto chama-se Novas. Muitos aniversários foram festejados neste chinês, que tinha a enorme vantagem de ser barato, por isso é que não me consigo recordar de de quem foi este aniversário, mas se alguém o souber é só comentar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dia 10 - Estátua da Liberdade, Barco e Trocadero

Hoje fizemos algo que não fazíamos há muito tempo: dormir a manhã. Foi muito bom. Depois de almoçarmos saímos todos os sete em direcção a Paris. Fizemos, de carro, tudo o que tínhamos feito durante os 4 dias que estivemos no centro de Paris, quase. Algumas fotos tirados do carro:Depois de estacionarmos fizemos uma caminhada por uma ilha que está no meio do Sena, a Cygnes, até chegarmos à Estátua de Liberdade, que é igual à de Nova York, só que bem mais pequena. Pelo que diz nas letras foi oferecida à cidade de Paris pela comunidade parisiense dos EUA.
A seguir fomos dar uma volta de barco pelo rio Sena e tirámos fotos até a bateria da máquina acabar, pois esqueci-me de carregar a sobresselente e, apesar de a ter trazido, foi inútil
Depois ainda fomos ao Trocadero, uma zona finíssima de Paris, beber um chocolate quente, que era uma especialidade.
Assim concluímos a nossa viagem, que foi bastante cansativa, mas ao mesmo tempo bastante divertida onde aprendemos muito, especialmente eu. Já não vou voltar a discutir com a Soraia sobre quem pintou a Mona Lisa, pois na véspera de partirmos para aqui eu dizia que tinha sido o Picasso e ela o Van Gogh…
Amanhã vamos de autocarro para o aeroporto, mas cada um para um aeroporto diferente e ao princípio da tarde já estaremos os dois em Portugal.
Obrigado aos meus padrinhos pela hospitalidade, obrigado às minhas primas que nos tiveram de ceder um quarto e obrigado a quem acompanhou o blog, em especial aos que comentaram, pois deram-nos ânimo para continuar a escrever pois depois destes dias tão cansativos às vezes a vontade de escrever era pouca.
Boa viagem para nós e vemo-nos amanhã

domingo, 4 de abril de 2010

Dia 9 – Páscoa

Em primeiro lugar, boa Páscoa. E como hoje foi dia de Páscoa decidimos ficar em casa, em família, a descansar, a celebrar o dia.

De manhã fomos presenteados com um coelhinho de chocolate a cada, que desapareceu logo no pequeno almoço, pelo menos o meu.
Depois fui com o meu padrinho e com o meu afilhado levá-lo a uma brincadeira que ia haver na creche dele em que as crianças faziam jogos e ganhavam ovos de chocolate.
Ainda antes do almoço amassei a massa para fazer filhoses. Como a Sandra teve de ajudar, não deu para tirar fotos, portanto não tenho provas.

Almoçámos os coelhinhos que contrabandeei para a França, que estavam muitos bons e a seguir tivemos sessão de cinema: Harry Potter and the Half-Blood Prince.

Depois do filme foi fritar as filhoses e comer grande parte delas e depois fomos ver a casa que os meus padrinhos vão comprar e fomos visitar uns amigos deles, também portugueses, onde bebemos um café à portuguesa, do qual já tinha imensas saudades.

Amanhã vamos passear todos juntos e já vamos tirar mais fotos.

Dia 8 – Villa Savoye, Grande Arco, Centro Pompidou e “encerrados”

Ora aqui está aquele dia, que já tinha falado, em que íamo-nos deslocar os tais 200km para ver algo, e foi a Villa Savoye! Foram poucas as vezes em que fiquei tão emocionada na vida. Esta até os meus professores ficariam orgulhosos se soubessem!
Ora bem, vou fazer apenas uma breve descrição: Foi projectada por Le Corbusier, um grande arquitecto franco-suíço, que até usa um casaco igual ao meu :P.
Esta habitação foi por encomenda do casal Savoye, e foi construída em Poissy em 1928-1931, se não estou em erro. Apesar de ter 70 anos, mostra uma inovação tal que, para verem, o design, desde a estrutura à decoração, apenas se está a usar hoje como moda!
No piso térreo tem um hall de entrada, virado para o interior do jardim da habitação, e onde as paredes foram substituídas por panos de vidro, tem um escritório, uma sala de arrumos e espaço para lavagem da roupa.
No piso superior tem a cozinha, que foi projectada do modo a que quem estivesse lá a trabalhar conseguisse chegar a todos os armários sem ter de mexer as pernas.
Tem também espaço de refeição com acesso a um pequeno terraço
Tem uma sala de estar com vista para o terreno exterior à habitação e para um terraço interior
E tem dois quartos: ambos com casa de banho própria, onde uma é fenomenal! Nem hoje se vêm coisas assim.
Depois ainda há acesso a um terraço na cobertura da habitação. É simplesmente fenomenal, e nada do que me foi descrito nas aulas se compara à sensação de estar lá (tal como os quadros de Van Gogh).
Ao verem as fotos, por favor, tenham atenção que esta casa já tem 70 anos.

A segunda paragem foi o Grande Arco. Não sei qual foi o propósito da sua construção, mas é algo gigantesco, envolvido por construções super modernas. O conjunto é um ponto alto da cidade de Paris.
Subimos ao mesmo, e no final chegamos à conclusão que foi caro e não valeu a pena. No topo havia uma exposição de pinturas em 3D, onde colocávamos os óculos, mas mesmo assim não se entendia nada; havia o museu da informática, que entusiasmou o Tiago, mas depois ele ficou desiludido pois não aprendeu nada que não soubesse já da universidade.
Depois a vista panorâmica não tinha nada que se assemelhasse à dos edifícios que vimos anteriormente…
Depois quando fomos ver as maquetas já estávamos tão desanimados que nem demos atenção a quase nada, apenas que é uma construção super moderna e cheia de engenhocas para os elevadores (que pareciam supositórios).
Depois fomos ao Centro Pompidou (finalmente).
Lá apenas vi a exposição principal, que era sobre arte feminina, ou como elas explicam, arte que não se consegue encaixar numa tipologia, a não ser ter o toque feminino (algo por aí). Achei piada por uma menina (que não tirei o nome) ter feito uma reinterpretação dos quadros do Piet Mondrian, onde substituía as cores primárias pelas mesmas, mas em tecido felpudo (como o cabelos dos troll’s).
O poster de entrada também estava muito interessante, pois elas mudaram nomes conhecidos no mundo da arte para femininos. Foi engraçado.
Ainda gostava de ter visto a exposição permanente, onde estavam expostos quadros do Picasso, mas como o Tiago estava maçado, e estávamos a pensar em ir em seguida para o museu Picasso, decidimos ir embora.

O pior foi quando descobrimos que o museu Picasso estava fechado… Podia ter ficado no Pompidou mais tempo e ter visto a colecção permanente. Mas pior mesmo foi quando descobrimos que o museu Dalí, que era a última paragem, tinha acabado de encerrar...


Hoje o dia podia ter sido mais interessante do que aquilo que foi, mas mesmo assim houve coisas das quais gostei muito e, mesmo assim, olhando para trás fico feliz com o que conseguimos fazer em quatro dias.


Amanha como é o dia de Páscoa ficamos recolhidos no ninho, mas segunda vamos dar uma volta em família, e depois contamos como foi.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dia 7 – Arco do Triunfo, Torre Eiffel, Panteão, Museu Rodin e Inválidos

Bem… Hoje o dia foi um daqueles puxadotes...
Começamos logo a manhã pelo Arco do Triunfo: é enorme, faz um quarteirão em forma de rotunda.
Está repleto de estátuas e altos-relevos, mas não consegui entender bem o sentido deles (também estava um frio que não deixava muito à contemplação), mas deve ser algo sobre aclamação da cidade de Paris (pois este era um antigo portal de entrada).
Depois a parte que já fazia falta: 284 degraus para subir. Os primeiros 200 ainda se fizeram bem, o final é que já custou.
Lá em cima dava para ver a panorâmica da cidade, com direito a um mapa identificador de todos os edifícios relevantes de Paris.

Lá em cima, dentro do arco, havia uma coisa curiosa: um ecrã que emitia as pessoas que passavam por baixo do mesmo, em tempo real. E então que decidimos fazer? Um de nós desceu (o Tiago) e o outro ficou para tirar foto ao ecrã (eu, Sandra), e ficamos felizes.
"Esta senhora que esta a passar ao meu lado quase me agrediu por estar com as asas abertas :p"(Tiago)

Depois da subida de 284 degraus fomos para a Torre Eiffel.
Ora bem, a fila para o elevador tinha um tempo de espera, em média, de 2 horas, enquanto a das escadas de 30min. Tendo em conta que fomos para a menor e ficamos lá bem mais do que 1 hora, nem quero imaginar a outra. Apesar de a torre ser algo monumental e bom de apreciar, juntamente com a vista dos andares que é entusiasmante, pelos detalhes urbanos que se consegue visionar (cruzamentos de ruas, etc) e pela imensidão de território, subir as escadas com vento e chuva não foi uma tarefa nada agradável.
Subimos até ao último andar (onde o acesso do segundo patamar até ao topo era feito de elevador)
Lá havia um painel que circundava a sala e que apontava exactamente a direcção entre a torre e a cidade que lá estava a assinalada, juntamente com o país e a distância entre os mesmos. Claro que a grande Lisboa também lá estava, o único problema é que não se conseguia ver com precisão a direcção, porque debaixo havia um painel que tapava a vista (treta).
Depois de duas horas e meia, finalmente fomos almoçar, e foi onde provei o meu primeiro Kebab.

Depois do almoço fomos ao Panteão.
Era bem maior do que o que eu esperava, com grandes pinturas nas paredes, túmulos e esculturas de adoração à Pátria. Edifício muito simples, apenas com colunas e frontões nada exagerados, grandes pés direitos e uma enorme cúpula.
Mas o mais interessante não esperava mesmo ver: um pêndulo no centro do Panteão, que marca as horas pela rotação da terra.
"O pëndulo tem um peso bastante pesado e um fio de aço muito fino, portanto o atrito do ar é desprezàvel, a unica coisa que faz é abrandar o pêndulo muito lentamente. Ora a Terra roda, logo o Panteão roda também, mas o pêndulo não pois apesar do movimento da Terra não existem forças a rodar o pêndulo (não ha vento, por exemplo). Então sabendo a velocidade de rotação da Terra da para fazer um relogio não muito preciso mas com precisão na ordem das dezenas de minutos". (Tiago)
Atenção que o relogio da maquina esta com a hora de Portugal, logo tem uma hora a menos.
Fomos também ver a cripta, onde estão enterrados os “grandes Franceses”, mas apensas memorizei o Rosseau (o filósofo) e o Braille (inventor da escrita para invisuais)
Depois, a caminho do museu Rodin, ainda tive a oportunidade de ver a Sorbonne, uma grande universidade francesa, e tirar uma foto à fachada
No museu Rodin, como é óbvio, vimos as esculturas deles e de alguns outros que penso serem seus admiradores. O museu era muito agradável, pois não limitaram a exposição ao interior, estavam expostas peças pelo jardim que circundava o edifico de exposição.

Estava também exposto um quadro de Van Gogh, no interior, ao qual hoje pude tirar foto, mas parece ainda muito preliminar às grandes obras dele e, apesar de se sentir algo não cor, não se compara aos que estavam em Orsay.
Depois vimos o nosso grande “Pensador”, a verdadeira razão que me fez ir lá. É uma peça bruta, mas majestosa, e por estar no jardim deu-lhe um carácter mais puro e subtil.
Depois de expulsos do museu Rodin, porque já eram 17:30, fomos a caminho dos Invalidos com esperanças que ainda não estivesse fechado. E pois bem, apenas o museu da guerra estava (não houve grande pena), mas o túmulo do Napoleão ainda não tinha fechado portas.
A catedral é enorme, nunca imaginei. Tem uma sala imensa, e depois da entrada, do lado direito, encontrava-se o túmulo do Napoleão III. Gigantesco, estava maravilhada!
Até que chega o Tiago ao pé de mim e diz: “se achas que esse é grande vem cá ver o que está ali no meio” (nada de sexualidade por favor) e meu Deus! Havia um buraco imenso no meio da catedral e via-se, no piso inferior, um túmulo gigantesco! Era o de Napoleão I.
Era bastante simples até, todo em pedra, com doze estátuas femininas a circundar, a segurar uma arma em uma mão e a coroa de azevinho na outra, com o pé direito avançado, em posição de defesa ao túmulo.
Depois, ao lado, estava o de Napoleão II. Muito tímido, apenas uma estátua do mesmo com o caixão enterrado no chão.
E ficou por ai a nossa visita cultural. Amanhã será o último dia de passeio a nossa conta, pois depois é Domingo de Páscoa e vamos ficar em família, e depois vamos ser acompanhados pelo pessoal cá de casa, que nós vão também mostrar outras partes de Paris. Por isso fiquem “loggados” para os próximos dias.